quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Propostas:

·         DCE para que?
- Gestão horizontal: DCE organizado em coordenações;
- Autonomia a partidos, organizações políticas, reitorias, professores, fundações, empresas privadas, etc;
- Reuniões abertas e democráticas;
- DCE como instrumento de integração, organização e mobilização estudantil, construído “de baixo para cima”;
- Balanço da gestão “Boas Novas”: crítica à burocratização e institucionalização do movimento que se expressou na insuficiência do debate político e vacilação frente às principais lutas, como REUNI, “Novo ENEM”, contra a privatização, etc. Por um DCE autônomo à reitoria.
- Transparência nas finanças;
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. Defesa dos estudantes que lutaram em 2005 e conquistaram a bolsa permanência.
- Realização de Assembléias como forma de ampliar a participação estudantil;
- Comunicação através de Jornais (O Canudo e O Miolo), site, panfletos.
- Realização de Jogos como forma de integração;
- Participar como observador de todos os fóruns que contribuam para a reorganização do movimento estudantil a nível nacional.


·         Combate à privatização da Universidade
- Defesa da Universidade Pública, Gratuita e com qualidade;
- Pela autonomia didático-científica da universidade não aceitamos a atuação das fundações “ditas” de apoio que afastam a produção de ciência e tecnologia das demandas populares;
- Defesa do tripé pesquisa, extensão e ensino;
- Contra os cursos pagos;
- Não aceitamos as medidas do REUNI para a UFSC: 1) bacharelado em “grandes áreas”, resultando na precarização da formação acadêmica; 2) Salas superlotadas, novos prédios com salas de 80, 100, 120 alunos;
- Não aceitamos a ingerência de interesses privados na universidade pública através da Lei de Inovação Tecnológica e das Incubadoras de Empresas;
- Defesa do HU 100% público, HU-escola;
- Promover a discussão do boicote ao ENADE, na direção de um projeto de avaliação de verdade;
- Debater o papel das empresas juniores na universidade;
- Contra o “Novo ENEM”, aprovado sem qualquer debate na UFSC, e que aumentará as desigualdades regionais e a hierarquização das universidades em “centros de excelência” e “centros de ensino”;
- Aprofundar o debate sobre os estágios, que atualmente privilegia a ligação com empresas privadas;
- Aprofundar o debate sobre a privatização do pré-sal e como a universidade está sendo usada para esses fins. Ex: curso de Geologia na UFSC.


·         Pela permanência dos estudantes:
- Restaurante universitário: 1) Garantia da construção da 3º Ala do RU até março de 2010, contra a sua privatização e garantia da contratação de servidores públicos; 2) Pelo RU noturno público (não renovação do contrato com o Privatelo), e RU no CCA público; 3) Ponto de venda de passes no CCA; 4) Opção vegetariana e maior qualidade na comida;
 - Lutar pelo reajuste anual da Bolsa permanência (o que é previsto na sua legislação, embora não tenha acontecido nos últimos dois anos: só depende do Reitor!), defesa de seu caráter de ensino, pesquisa e extensão, aumento do número de bolsas e maior flexibilidade de horários para os cursos integrais;
- Pela implementação das medidas para a moradia estudantil requeridas na última “Carta ao Reitor”: 1) Construção de novo prédio até final de 2010; 2) Elaboração de um Plano de Expansão da moradia que vise atender até 20% dos estudantes; 3) Garantia da qualidade de vaga;
- Pelo aumento do acervo e da estrutura física da BU;
- Queremos transparência nas contas da PRAE;
- Pela garantia dos direitos dos estudantes com filhos: creches, HU, moradia, etc.


·         Para quem acredita que outra universidade é possível:
- Lutar por um Projeto de Universidade Crítica, Criadora e Popular;
- Campanha pela contratação de técnicos e professores efetivos, tanto para a graduação quanto para o colégio aplicação;
- Ciência, arte e cultura a serviço da transformação social: realização da “I Semana Popular de Arte”;
- Democracia interna na universidade: 1) voto universal para eleição dos dirigentes da instituição; 2) Paridade nos órgãos deliberativos;
- Incentivar a criação de grupos de pesquisa e extensão populares, de gestão estudantil (Ex: AMA na arquitetura), direcionando a produção de conhecimento para o povo e não para as empresas privadas;
- Construir o Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV-2010);
- Reformas curriculares críticas ao tecnicismo, formação profissional para a transformação social;
- Estreitar os laços da universidade com movimentos sociais, ecológicos e trabalhadores organizados.




      ·         Arte para transformação social



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Um comentário:

  1. "Ou os estudantes se identificam com o destino
    do seu povo, com ele sofrendo a mesma luta, ou se
    dissociam do seu povo, e nesse caso,
    serão aliados daqueles que exploram o povo."
    (Florestan Fernandes)

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